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Cantos do Agora

Tópico: Poema - Quimera

Antonio Carlos Rocha
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De Antonio Carlos Rocha


QUIMERA

O universo é vasto
E o verso tão escasso
Que não veste a sinfonia
Das harpas celestiais.
Velas pandas ou enfunadas
Ornam as naus sem rumo
De argonautas sem ideais,
Em busca do tesouro
Oculto pelos naufrágios
De mentes que criam lendas.
A ordem é quimera
Da caótica dimensão
Que as mãos não tocam
O corpo não sente,
A razão não alcança..
Assim se vive, assim se briga,
Assim se mata, assim se rouba,
Assim se sangra o amor,
Nessa procura louca
De uma eterna felicidade
Que por ser tão pouca,
Tão fácil de encontrar,
Deixamos esvair-se
No caos da ilusão.


















21:33 - 05/04/2006



 
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