O universo é vasto E o verso tão escasso Que não veste a sinfonia Das harpas celestiais. Velas pandas ou enfunadas Ornam as naus sem rumo De argonautas sem ideais, Em busca do tesouro Oculto pelos naufrágios De mentes que criam lendas. A ordem é quimera Da caótica dimensão Que as mãos não tocam O corpo não sente, A razão não alcança.. Assim se vive, assim se briga, Assim se mata, assim se rouba, Assim se sangra o amor, Nessa procura louca De uma eterna felicidade Que por ser tão pouca, Tão fácil de encontrar, Deixamos esvair-se No caos da ilusão.
21:33 - 05/04/2006
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